quarta-feira, 23 de maio de 2012

Partido Democrático Trabalhista - Nasce o novo Trabalhismo


O PDT - Partido Democrático Trabalhista - foi fundado por Leonel Brizola, no exílio, em Lisboa, em 1979, mas sua herança histórica vem da Revolução de 30, com Getúlio Vargas, e depois João Goulart.
O PDT surgiu em 17 de junho de 1979, em Lisboa, fruto do Encontro dos Trabalhistas no Brasil com os Trabalhistas no Exílio, liderados por Leonel Brizola. Seu objetivo era reavivar o PTB, Partido Trabalhista Brasileiro, criado por Getúlio Vargas e presidido por João Goulart, e proscrito pelo Golpe de 1964.
Desse encontro, ao qual esteve presente o líder português Mário Soares, representando a Internacional Socialista, saiu a Carta de Lisboa, que definiu as bases do novo partido. "O novo Trabalhismo" - dizia o documento - "contempla a propriedade privada condicionando seu uso às exigências do bem-estar social. Defende a intervenção do Estado na economia, mas como poder normativo, uma proposta sindical baseada na liberdade e na autonomia sindicais e uma sociedade socialista e democrática.
Uma manobra jurídica, patrocinada pela ditadura, no entanto, conferiu a sigla a um grupo de aventureiros e adesistas, que se aliou às elites dominantes, voltando-se contra os interesses dos trabalhadores.
Leonel Brizola, depois de 15 anos de desterro, Doutel de Andrade, Darcy Ribeiro e outros trabalhistas históricos já tinham retornado ao Brasil, quando a Justiça Eleitoral entregou, em 12 de maio de 1980, o PTB àquele grupo. "Consumou-se o esbulho", denunciou Brizola, chorando e rasgando diante da televisão um papel sobre o qual escrevera aquelas três letras, que durante tanto tempo simbolizara as lutas sociais no Brasil.
"Uma sórdida manobra governamental " - disse ele - "conseguiu usurpar a nossa sigla para entregá-la a um pequeno grupo de subservientes ao poder... O objetivo dessa trama é impedir a formação de um partido popular e converter o PTB em instrumento de engodo para as classes trabalhadoras".
Uma semana depois, nos dias 17 e 18 de maio, os trabalhistas autênticos reuniam-se no Palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, para o Encontro Nacional dos Trabalhistas, que, contou com a participação de mais de mil pessoas. Lá foi anunciada a adoção de uma nova sigla para o partido - PDT. No dia 25 de maio, outra reunião, desta vez na ABI - Associação Brasileira de Imprensa- , na Cinelândia, aprovou o programa, o manifesto e os estatutos do Partido Democrático Trabalhista.
O PDT passou então a dar cumprimento ao enunciado da Carta de Lisboa, organizando-se, inicialmente, em nove Estados, sobretudo a partir do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O autoritarismo, ainda vigente, baixou normas draconianas para favorecer o partido do poder - PDS, antiga Arena, hoje PPB - e restringir brutalmente os partidos de oposição. Não obstante, na primeira eleição democrática de 1982, o PDT elegeu Brizola governador do Rio de Janeiro, dois senadores - um no Rio e outro em Brasília -, 24 deputados federais, credenciando-se como uma das principais forças políticas do país.
Em 1983, antes da posse de Brizola, os pedetistas fazem nova reunião nacional, em que tiram a Carta de Mendes, cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro que abrigou o encontro. Neste documento, eles traçam as diretrizes da ação política para a realidade do novo Brasil saído das urnas.
O surto neoliberal que se abateria sobre o mundo, a partir dali, entretanto, retardaria a ascensão do Partido ao poder nacional, com o povo assistindo impotente ao desmonte desse sistema cruel e desumano, credenciando-se junto ao povo.
(Fonte: pdt.org.br)

Conhecer a História do PDT: Carta de Mendes (RJ)


O Diretório Nacional do PDT esteve reunido, durante dois dias consecutivos, na cidade de Mendes, Rio de Janeiro, para ampla discussão e tomada de decisões sobre os rumos a serem assumidos pelo Partido e sobre suas responsabilidades neste momento da vida brasileira. Como ponto preliminar, estabeleceu-se um conjunto de medidas visando ao fortalecimento e a ampliação das estruturas partidárias em todo o País, procedendo-se, com vistas a essa finalidade, a um levantamento detalhado da situação partidária e social dos principais municípios de todos os Estados.

A parte fundamental do debate constitui-se no debate sobre a identidade e os compromissos do Partido neste grave período histórico que atravessamos.

A Nação está mergulhada numa crise sem precedentes. O nosso povo, perplexo e sofrido, vem reclamando definições quando se tornam transcendentes decisões sem a sua audiência e que o afetam até mesmo no seu elementar direito à vida. Estamos persuadidos de que somente através da democracia e do socialismo em liberdade será possível encontrar saídas para o atual contexto de dependência, de injustiças e de sofrimentos para o nosso povo.

Por isso mesmo, o PDT assume, com inabalável e definitiva convicção e firmeza, pelo seu programa, sua prática e objetivos, a causa do socialismo democrático no Brasil. O PDT é um Partido Socialista. O nosso Socialismo há de ser construído através do voto livre, numa sociedade pluralista e civil, sem discriminar ou excluir quem quer que seja.

O nosso socialismo está indissoluvelmente ligado ao conceito de liberdade. Socialismo e liberdade, para nós, são inafastáveis como dois trilhos de uma estrada de ferro, expressando um Estado de Direito democrático e de profundo conteúdo social. Os nossos métodos e caminhos são pacíficos e democráticos. O PDT não luta pela tomada do poder. O seu propósito é ascender ao poder, inundando este país de consciências esclarecidas. Desses compromissos com a Nação, que alimentamos sem ódios ou revanchismos, ninguém, nem razão alguma nos afastará.

Afirmamos que, enquanto não se colocar um basta à dominação do capitalismo internacional, não haverá condições de edificar, no interior de nossas fronteiras, uma sociedade democrática, dentro dos padrões mínimos de justiça e de liberdade. Nós, trabalhistas, somos a oposição sem cumplicidade a tudo o que tem sido imposto ao polvo brasileiro nestes quase 20 anos de autoritarismo, particularmente a uma política econômica que vem comprometendo a soberania do País e sacrificando ao desespero o povo trabalhador.

Quando à mudança na nossa sigla, como forma inclusive de expressar mais diretamente a índole socialista do Partido, não constitui prioridade imediata e exige um processo de amadurecimento.

No que diz respeito às iniciativas de fusão e de integração com outras agremiações e correntes afins, reafirma o PDT a intenção de levá-las à plena efetivação. Dependesse o assunto exclusivamente de nós, já essa unidade estaria consolidada. Mas em verdade, implica em decisões fora do nosso alcance, como por exemplo, as dificuldades da legislação eleitoral e a própria vontade dos demais partidos e seus dirigentes.

O que importa, porém, é que serão crescentemente intensificados os esforços do PDT no sentido da unificação do movimento social brasileiro, que não está longe de realizar-se, como fundamento basilar para a construção da Democracia no Brasil.

Mendes (RJ), 23 de janeiro de 1983

segunda-feira, 7 de maio de 2012

PDT abre prazo para pré-candidatos à prefeitura de Porto Velho se inscrevam

Para dar início a reunião da Executiva Municipal Provisória do partido na Capital, nesta segunda-feira(7/5), o secretário Geral Celso Gomes fez a leitura da Ata da reunião realizada no dia 30 de abril deste ano e em seguida informou sobre o conteúdo da Resolução n. 004/2012 que fixa normas para a a escolha candidatos e formação de coligações para as eleições municipais de 2012.

Os presentes definiram por maioria que está aberto o prazo até às 18h desta quarta-feira, dia 09 de maio de 2012, para que os pretensos candidatos à prefeitura da Capital registrem oficialmente seu interesse em disputar a indicação para o cargo majoritário deste ano, junto ao Diretório Municipal na rua major Amarante, bairro Arigolândia.

De acordo com a aprovação dos membros na próxima sexta-feira (11/5),  às 19h,  será escolhido o pré-candidato a prefeito que levará a bandeira do trabalhismo à população de Porto Velho, Em cumprimento à Resolução n. 004/2012 quem definirá serão os membros da executiva municipal provisória, representantes da Ação Mulher Trabalhista (AMT), Juventude Socialista (JS), Movimento Sindical e membros da regional. Estarão aptos, cumprindo os requisitos estatutários.

Eleições de diretório

Os pedetistas aprovaram por maioria que deverá ser tomadas as providências legais para realização de eleição para o Diretório Municipal de Porto Velho até 10 de junho de 2012, para tanto o Diretório da Capital se reunirá para deliberar sobre as providência legais necessárias

Para o presidente municipal, Pedro Wanderlei, é fundamental que sejam discutidas e dirimidas todas as dúvidas. Agora com a Resolução encaminhada pelo Diretório Regional e Nacional ficou mais fácil e clara as normas que deverão ser obedecidas pelos diretórios municipais e o crescimento vem com os debates de ideias, concluiu.

Os movimentos sociais do PDT estavam presentes na reunião. Caio Lopes, presidente da JS/PVH; Josélia  Ferreira da Silva, presidente da Ação Mulher Trabalhista (AMT/PVH), membro do Movimento Sindical Regional Raimundo Soares da Costa (Toco), presidente do Stinccero e do ex-deputado Edison Gazoni além de vários pré-candidatos a vereadores e quatro pré-candidatos a prefeito: Dalton Di Franco, Mário Jorge, Celso Gomes e Vanderleis Oriani.

(Assessoria de Imprensa)





terça-feira, 1 de maio de 2012

PDT terá candidatura própria para a prefeitura de Porto Velho

Os membros da executiva municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Porto Velho aprovaram na noite desta segunda-feira(30/4) a candidatura própria para a prefeitura da Capital para este ano. Depois de ouvir atentamente a todos os membros presentes, filiados e simpatizantes foi aprovado por unanimidade a decisão.

Com a presença de quatro pré-candidatos majoritários, o apresentador Danton Di Franco, jornalista Celso Gomes, professor Mário Jorge e o empresário Vanderleis Oriani, os militantes dos movimentos do partido, juntamente com membros que militam há anos no PDT de Porto Velho, foi defendida a candidatura majoritária, porém ainda não está definido o nome do pré-candidato.

O partido tem bons quadros para a disputa, tanto à prefeitura quanto para a vereança. Com a história e quadros que o PDT tem não há como ficar a reboque de outras siglas, especialmente num pleito que poderá em dois turnos, defenderam os membros.

O presidente municipal Pedro Wanderlei afirmou que a definição quanto as pré-candidaturas deve ser imediata, uma vez que já se perdeu muito tempo. Para tanto já ficou agendada uma reunião para a próxima quinta-feira(3), às 19h, com todos os pré-candidatos a vereador para melhor oxigenar o partido e as candidaturas, disse.

Na reunião reunião realizada no dia 23 de abril, com a presença do senador Acir Gurgacz, presidente Regional e ainda o vice-governador Airton Gurgacz e membros da Regional da sigla, a decisão por candidatura própria ou não ficará a cargo da Executiva Municipal de Porto Velho, e para isso é fundamental o debate com todos para encontrar um consenso e escolher o que for melhor para o crescimento do partido na Capital e no Estado, afirmou Acir.


Na próxima quinta-feira, dia 3 de maio, às 19h, o partido reunirá com os pré-candidatos à vereador, na sede do PDT na rua Major Amarante, próximo ao 1º BPM.